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A Garota Que Perseguiu a Lua - Sarah Addison Allen

28 de jun de 2016
A Garota Que Perseguiu a Lua
A Garota Que Perseguiu a Lua
Sarah Addison Allen
Ano: 2012 / Páginas: 243
Idioma: português
Editora: Planeta do Brasil
Sinopse: Como você pode achar seu caminho? Seguindo as nuvens ou a lua? Emily Benedict foi para Mullaby após a morte de sua mãe. Ao chegar à cidade e conhecer seu avô ela percebe que os mistérios do lugar nunca são resolvidos: eles são uma forma de vida. Existem quartos cujo papel de parede muda de acordo com o seu humor, luzes estranhas aparecem no quintal à noite e Julia Winterson, a vizinha, consegue cozinhar a esperança em forma de bolos. Emily percebe que sua mãe esteve envolvida no maior mistério da cidade, e conta com a ajuda de Julia para desvendá-lo. Em Mullaby nada é o que parece.
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A Garota Que Perseguiu a Lua… Só o nome do livro já foi o suficiente para me chamar atenção. A sinopse me fez acreditar que a história era do gênero que mais gosto: ficção romântica. E por isso comecei a leitura. E me vi entrando num mundo fantástico.

Mullaby é uma cidade conhecida pelo bom churrasco e pela hospitalidade. Bem, ao menos é assim que ela é descrita pelos visitantes. Porém os moradores poderiam dizer que a cidade é apenas mais do que parece ser. Lá tudo parece possível. Há adoráveis senhores gigantes, há aqueles que nunca saem à noite, há luzes misteriosas que passeiam pela cidade, há aqueles que veem o cheiro… Sim, esse livro é de ficção, mas essa é só a fôrma de uma história criada para apaixonar.

Há muitos anos uma jovem rica, popular e fútil expõe o segredo de uma poderosa família. Sua atitude impensada gera morte, raiva e remorso. Essa moça sai de Mullaby disposta a ser uma pessoa melhor e podemos dizer que consegue. Até que em um acidente, ela morre. E sua jovem filha precisa ir viver com o avô que não conhecia em uma cidade da qual nunca ouviu falar.

Porém todos lá parecem conhecê-la e pior, parecem odiá-la. Tudo por ser filha de sua mãe.

Aos poucos ela descobre quem sua mãe era e o que fez. Só que toda história tem dois lados e sua chegada desperta sentimentos fortes o suficiente para fazer com que a verdade seja cavada e exposta.

Tudo até aqui indica bem que a Garota do título é a mãe ou a filha da situação acima, certo?

Só que eu não acho que seja assim.

Desde as primeiras páginas, paralelamente à trama principal, conhecemos Julia, uma mulher beirando a casa dos quarenta que deseja ardentemente sair de Mullaby e continuar sua vida, estacionada há dois anos com a morte do pai. Julia é uma confeiteira de mão cheia que está organizando o restaurante de seu pai para vendê-lo e seguir em frente. Ela conseguiu ficar 18 anos longe dessa cidade e suas esquisitices. Longe de um passado doloroso, de várias formas diferentes.

Na adolescência ela sofria com a ausência do pai, preso em um casamento ruim. Sofria com a solidão, tornando-se uma jovem cheia de problemas, inclusive automutilação.

No passado, Julia também deixou uma decepção amorosa e uma filha dada para a adoção.

Apesar de ter se tornado uma mulher forte, decidida e gentil, ela nunca conseguiu ser realmente feliz. Essa sensação de completude era algo que buscava dia após dia, porém ela sentia que era uma busca fadada ao insucesso, assim como, talvez, perseguir a lua…

E o desenvolver da trama vai trançando as histórias de forma doce e envolvente, permitindo que tudo vá se acertando e o impossível se torne possível.

A lua, afinal, não é inconquistável.

Jogos Vorazes #2 - Em Chamas - Suzanne Collins

24 de jun de 2016
Em Chamas
Jogos Vorazes #2 - Em Chamas
Suzanne Collins
Ano: 2011 / Páginas: 416
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores
Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.
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O improvável aconteceu.
Os Jogos Vorazes tem dois vitoriosos: um jovem casal apaixonado que preferiu morrer a matar. Por um lado, a Capital tem o que queria: entretenimento. Por outro, os jovens competidores também alcançam o que almejavam: sobrevivência. E agora todo o mundo acredita que pode mais. Os oprimidos acreditam na liberdade, os rebeldes acreditam numa revolta e o presidente Snow acredita que é hora de ir à caça dos tordos.

Esse é o clima de Em Chamas, segundo volume da trilogia Jogos Vorazes.

"Sim, os vitoriosos são os nossos mais fortes. São os que sobreviveram à arena e escaparam das agruras da pobreza que estrangula o resto de nós. Eles, ou será que deveria que dizer nós, somos a própria esperança encarnada onde não há nenhuma esperança. E agora vinte e três de nós serão mortos para mostrar como até mesmo a esperança era uma ilusão." Páginas 189 e 190.

Em meio a um despertar generalizado, conhecemos mais atentamente cada personagem. Suas expectativas e frustrações. Acompanhamos a roda da vida girar, conduzindo cada peça a seu devido lugar para o desfecho de um grande plano em prol da revolução.

"Nossas mãos acham umas às outras sem maiores discussões. É claro que vamos entrar nisso como um único ser." Página 226.

Voltando às inevitáveis comparações com o filme, há uma interessante novidade. No filme vemos uma Katniss mais atenciosa a Peeta, enquanto no livro... Tive a impressão que ela prefere realmente a atenção de Gale.

O segundo volume me deixou um pouco reflexiva. Não foi como o primeiro que me deixou ansiosa para dissecar cada página numa resenha. Talvez seja pela ansiedade de saber mais, por isso ao fechar o segundo volume abri, imediatamente, o terceiro e último para leitura.

Espero que eu sinta aquela explosão entusiástica com o próximo...

Até lá :)

Hex Hall #3 - O Sacrifício

21 de jun de 2016
O SacrifícioHex Hall #3 - O Sacrifício
Ano: 2014 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Galera Record
Neste terceiro volume de Hex Hall, Sophie Mercer, com seus poderes reprimidos pelo Conselho dos Prodígios e mais vulnerável do que nunca, deve impedir a guerra épica que se aproxima. O único feitiço capaz de ajudar Sophie a recuperar os seus poderes está bem guardado no Hex Hall, onde tudo começou, protegido pelas malignas irmãs Casnoff. Acompanhada de sua melhor amiga-vampira Jenna, seu namorado Archer, seu noivo Cal (sim, a vida amorosa dela é complicada), e uma fantasma pentelha, Sophie travará uma batalha contra um exército de demônios. Mas mesmo com seus melhores amigos e aliados, o destino de todos os Prodígios está nas mãos dela, e somente dela.

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“E aqui está a coisa: eu sabia que era para ser corajosa. Era para eu usar minha mágica pelo tempo que pudesse, e ter todo o Coração Valente sobre isso. Mas eu não queria. Eu queria chorar. Eu queria abraçar minha mãe e meu pai novamente. Eu queria ver Archer. E eu queria saber que o que eu tinha feito aqui era mais do que atrasar as mortes de Aislinn e Finley por alguns minutos.
Portanto, não houve pessoas fodonas trazendo para baixo hordas de demônios. Houve apenas uma adolescente com lágrimas escorrendo por seu rosto, seus dois melhores amigos ao seu lado, enquanto todos os tipos de criaturas infernais corriam.”

Esse trecho me pareceu perfeito para demonstrar a vocês o que esperar com O Sacrifício.

Temos ação, romance, drama, alegrias, tristezas. Tudo que um fim de temporada pede. Sim, eu disse temporada. O Sacrifício encerra a primeira, e provavelmente maior, aventura de:


"— Sophia Alice Mercer. — Mamãe disse em advertência, justo quando Papai disse: — Atherton. — e Aislinn disse: — Brannick.
Eu joguei minhas mãos para o alto. 
— Olha, não importa do que vocês me chamam. Vou hifenizar, que tal isso?"


Porém uma migalha rumo a novas aventuras é deixada.
E esse encerramento é feito com maestria.

Lembram que no início eu disse sobre como a história me seduziu, porém fiz uma ressalva sobre isso não garantir necessariamente, que o livo fosse maravilhoso? Pois bem, eu retiro o que disse. A autora foi fantástica. A história eletrizante. Mesmo eu tendo chorado por um personagem, no fim aceitei que aquela era a melhor saída. Nota máxima para o livro.

Hex Hall #2 terminou com Sophie desesperançada e perdida. Em Hex Hall #3 ela precisa encarar seu passado, batalhar pelo presente para poder ter a chance de um futuro.

Hecate Hall está entregue nas mãos dos inimigos, um exército de demônios está sendo criado e Sophie é a única que pode fazer alguma coisa a respeito, mesmo que isso a deixe apavorada.

Ao menos ela não está sozinha, seus pais, sua tia, suas primas, seu namorado, seu noivo, sua melhor amiga vampira, uma amiga fantasma e um cara estranho no espelho vão ajuda-la. Alguns dele vão, literalmente, ao inferno com ela. Um deles chega a morrer por ela.

Ai, melhor eu parar senão falo demais. Só deixo a dica: se gosta de ficção, romance, personagens fortes, vampiros, bruxas, ..., enfim, se gosta de ler, embarque nessa aventura. Vale muito a pena!

P.S: Vou ficar imaginando o que pode acontecer nas próximas aventuras, se houver.
P.S.2: Se você for mesmo ler, fique de olho no estranho cara do espelho. Acho que o lance dele com a pequena Izzy daria um livro a parte.

Até breve.

Trechos que gostei:

“Sim, isso poderia entrar para história como a coisa mais estúpida que eu já tenha feito, mas a sensação era tão boa em ter um plano que eu não me importei se era um plano ruim.” 

“— Ambos. — eu engasguei. — Aparentemente sou claustrofóbica agora. Isso é, hm, novo. Provavelmente um efeito colateral de fugir de um prédio em chamas através de um túnel subterrâneo. — Tomei outra respiração precária. — Um viva para o trauma psicológico. 
— Volte para cima. — Archer disse automaticamente, e eu meio que o amava por isso. 
— Não. — eu disse, desejando que meus pés se mantivessem em movimento. — Estamos tentando salvar o mundo aqui, Cross. Não há tempo para ataques de pânico.” 

“Como alguém exatamente diz: “Sinto muito que o fantasma da sua ex-namorada me usou para se pegar com o meu noivo?””




Jogos Vorazes #1 - Suzanne Collins

17 de jun de 2016
Jogos VorazesJogos Vorazes #1
Suzanne Collins
Ano: 2010 / Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores
Este livro é o primeiro de uma bem-sucedida trilogia, comercializada para mais de 20 países, A história se passa em uma nação chamada Panem, fundada após o fim da América do Norte. Formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital, sede do governo. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com os 'Jogos Vorazes', uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de 12 a 18 anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte.
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos 'Jogos Vorazes'?

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Quando os recursos naturais se esgotarem e os povos se dilacerarem por restos de comida, o mundo como conhecemos deixará de existir. E, pela visão de Suzanne Collins, serão tempos vorazes.

A extinta América do Norte passará a ser a nação Panem, que contará com uma Capital insanamente egoísta e doze distritos fatalmente esfomeados. Além de trabalhar e morrer em prol do fornecimento de recursos para a Capital, os distritos devem também fornecer divertimento e subversão através dos chamados Jogos Vorazes.

Todo esse enredo, certamente, não é novidade para ninguém. A série de Suzanne ganhou as telonas do cinema e conquistou o mundo, incluindo essa humilde telespectadora. Obviamente, a parte leitora dessa não tão humilde blogueira logo se questionou sobre a fidelidade do filme para com o livro.  O que resultou em uma longa espera para a aquisição dos três livros da série, que, diga-se de passagem, são bem carinhos. E ainda nove horas de leitura seguidas, uma dorzinha nas costas e forte embaçamento da vista para enfim tirar conclusões próprias.

Jogos Vorazes não foge a regra de que o livro é bem melhor do que o filme, entretanto é infinitamente mais que isso.

Com o filme não tive a menor ideia de como surgiu Panem (surgida do caos conseguinte ao fim dos recursos naturais da Terra) ou o porquê dos Jogos Vorazes (um castigo pelo levante dos 13 distritos contra Capital, o 13° foi totalmente devastado e todos os outros 12 devem, a cada ano, ver dois dos seus levados a esse divertimento mórbido da Elite de Panem).

A frieza de Katniss é totalmente justificada, já que aos onze anos teve de assumir a responsabilidade pela irmã caçula e a mãe depressiva após a morte de seu pai. Elas literalmente quase morreram de fome. Gale entra nesse meio como um amigo confidente que a compreende, mas que não desperta nela um sentimento romântico. Na verdade, Katniss só tem certeza de amar uma pessoa: sua doce irmã Prim.

Por isso ela se voluntariou.

O símbolo do tordo, dado pela filha do prefeito à Katniss, vira o símbolo dos rebeldes, pois durante a era do levante contra a Capital, foram criados gaios tagarelas que voavam para os distritos e ouviam e repetiam todas as conversas dos rebeldes. Só que quando os rebeldes descobriram, usaram os gaios para levar informações falsas, zombando da Capital. A maioria dos gaios foram exterminados, mas alguns fugiram e ao cruzarem com tordos criaram uma nova espécie que repete sons, mas não conversas inteiras. O símbolo do tordo representa zombaria, afronta à Capital.

E Peeta... (suspiros)

(Mais suspiros e pausa emocionada)... Ok, estou exagerando. Mas, caramba! No filme ele não é nem 25% do charme que é no livro. Ele é apaixonado por Katniss desde sempre. O pai dele era apaixonado pela mãe dela, mas ela o preteriu por um cara mais pobre, tudo por se apaixonar pela forma do cara cantar. O cara era o pai de Katniss, que acaba cantarolando no primeiro dia que Peeta a conhece. E na hora algo mexe com ele, pobrezinho. Daí seguem-se anos de amor não correspondido.

A impressão que tenho é que o romance tão bem dissertado como uma falsete no filme nunca foi visto como um blefe para o menino. Ele achou que era amado como amava. Ai, ai... Tão doce.

Tudo bem que ela é a mais forte. Que as comparações entre ele e Gale são desfavoráveis, mas, apesar de particularmente sempre preferir os "Gales", o Peeta tem algo que me cativou.

O Peeta do livro, ok? Não o do filme. E não, não são o mesmo. Ao menos na minha mente.

E no meu coração.

Até o segundo volume da série ;)



Hex Hall #2 - A Maldição

14 de jun de 2016

A Maldição

A Maldição
Hex Hall # 2
Rachel Hawkins
Ano: 2013 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Galera Record

Sinopse: Sophie Mercer pensava ser uma bruxa. Por isso foi mandada para Hex Hall, um reformatório para Prodígios — vampiros, fadas, etc — problemáticos. Mas isso foi antes dela descobrir um terrível segredo de família... e que estava apaixonada por certo agente do L’Occhio di Dio, uma organização decidida a varrer da terra os seres sobrenaturais. Agora, de férias com o pai, ela precisa decidir o que fazer com os próprios poderes, um noivo de última hora e uma conspiração que ameaça a paz entre mortais e mágicos.



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Antes de ler essa resenha, que tal dar uma conferida no que rolou em Hex Hall #1 – Sortilégio?

Hex Hall #2 já começa em um pique delicioso. Finalmente temos o tão esperado encontro de pai e filha! Espia só a reação do Chefe do Grande Conselho sobre tudo pelo qual Sophie passou [ou deveria dizer “causou”?]:

“— Agora, para a maioria das pessoas, quase ser assassinada por um bruxo que trabalha com o Olho seria emoção suficiente para um semestre. Mas você também se envolveu com um coven de bruxas negras liderado por — ele passou o dedo ao longo da página — ah, Elodie Parris. Miss Parris e suas amigas, Anna Gilroy e Chaston Burnett, assassinaram outro membro do seu coven, Holly Mitchell, e convocaram um demônio que acabou por ser sua bisavó, Alice Barrow.
Meu estômago torceu. Eu passei os últimos seis meses, tentando não pensar em tudo o que tinha acontecido no ano passado. Para ter tudo sendo lido na voz sem emoção de papai… Bem, vamos apenas dizer que eu estava começando a desejar que eu tivesse ficado na lagoa.
— Depois de Alice atacar Chaston e Ana, ela matou Elodie, e depois você a matou.
Eu vi seus olhos desviarem do papel e para a minha mão direita. Uma cicatriz enrugada corria pela palma da minha mão, uma lembrança daquela noite. Demonglass deixa uma marca e tanto.
Pigarreando, papai deixou cair o papel. — Então, sim, Sophia, eu concordo que você teve um semestre intenso. Irônico considerando o fato de que eu mandei você aqui para estar segura.”

E logo em seguida uma surpresa, que por ser revelada nas primeiras páginas não considero um spoiler contar [ou gritar] pra vocês: Cal é o noivo prometido de Sophie! O.M.G! Acho que não comentei antes sobre o fato de toda bruxa aos treze anos ser prometida a um bruxo que tem poderes complementares e boa linhagem. Obviamente, pelo relacionamento distante de Sophie com o pai, nada havia sido dito sobre um compromisso para ela. E paralelamente temos o jovem Cal, recém formado de Hex Hall e com poderes extraordinários que ronda Sophie de forma reservada, mas que tem tudo para ser um par romântico se não fosse Cross…

Pois é, Archer Cross volta. E traz consigo revelações que de início soam falsas, mas logo se provam dolorosamente verdadeiras. Hecate Hall não é o que parece. Nesse livro, não é exagero dizer que ninguém é o que parece.

Depois de tudo que rolou, Sophie quer ter seus poderes removidos. Bem compreensível, se alguém me perguntar. A garota só tem associações ruins ao que ela é de verdade. Porém seu pai teme que essa escolha seja um erro e a encoraja a fazer uma viagem ao conselho em Londres, para conhecer sua espécie e a si mesma antes de tomar uma decisão final.

Cal e Jenna a acompanham. O relacionamento entre Sophie e Cal é repleto de sarcasmos e fica numa linha morna, embora eu esperasse muito mais. Já deve ter dado para perceber que eu sou meio #CalTeam. Fazer o quê, não gosto nem um pouco da atitude “sou bom demais” de Cross.

Em Londres Sophie encontra duras verdades. Sim, há outros como ela, porém criados recentemente para uma guerra iminente. Os inimigos verdadeiros se revelam e alianças inacreditáveis começam a ser tecidas.

Hecate não é mais segura. Seu pai não é mais quem manda e entre jogos de manipulações pode-se até pensar que ele jamais esteve totalmente no poder. Por fim, todos que Sophie ama [Pai, mãe, Cross, Cal, Jenna] estão em perigo e ela precisa lutar.

Assim termina o segundo volume da série. Nesse ponto de loucura e gritos da minha parte. Coisa do tipo: “Nããããão pode acabar assim!”. Mas tudo bem, sejamos adultos e superemos [nada a ver com o fato de que eu tenho já me esperando o último volume da série, imagina!]. Haha.

Enfim, Hex Hall #2 se resume a suspiros, músculos tensos e divagações.

Particularmente, um excelente exemplo do que deveria ser uma trilogia: Livro 1 – apresentação e conquista do leitor [confere]. Livro 2 – desenvolvimento e direcionamento para uma reviravolta na trama [confere]. Livro 3 – conclusão e sensação de “quero mais” [tomara que assim seja].

Seja como for, eu conto pra vocês em breve ;)

“Eu ouvi muito sobre você, tanto de seu pai e de Anastasia.
— Sra. Casnoff? — Oh, Deus, isso é onde a mulher tinha conseguido as fofocas de Sophie Mercer, fiquei surpresa que ela me cumprimentou com um aperto de mão, em vez de um exorcismo.”

“Então eu sentei no chão sujo de um moinho de milho do século XVIII, e assisti o meu noivo curar o cara que eu amava.